A Mascara da Traição

Máscara da Traição

POLICIAL / 95’ / 1969 / COR / RJ

Mostra de Filmes Restaurados

Carlos e César trabalham no mesmo lugar: o departamento de finanças do Maracanã. O primeiro é chefe do segundo e os dois se odeiam mutuamente. Certo dia, Cristina, a mulher de Carlos, encontra-se com César e os dois iniciam um perigoso caso de amor. Com total domínio sobre o amante, Cristina o convence a realizar um roubo espetacular durante um clássico a ser realizado no estádio, utilizando uma máscara de latex que reproduz o rosto de Carlos, como uma tentativa de incriminar o marido pelo crime.

FiCha Técnica

Direção: Roberto Pires Argumento e Roteiro: Roberto Pires, Leopoldo Serran Montagem: Uly Mantel Fotografia: Affonso Beato Cenografia: Regis Monteiro Assistente de Direção: Luis Carlos Diretor de Produção: Tácito Val Quintães Assistente de Produção: Irenio Marcas Câmera: Ricardo Stein Som: Carlos De La Riva Interpretes: Tarcísio Meira, Glória Menezes, Cláudio Marzo, Mário Brasini, Oswaldo Loureiro, Flávio Migliaccio, Milton Gonçalves, Roberto Ferreira, Joel Vaz e Benedito Manoel de Assis

Roberto Pires

DIREção

Com a capacidade de criar artesanalmente os equipamentos que usaria em seus filmes, Roberto Pires, inventou, na ótica de seu pai, a lente anamórfica[1] Igluscope (semelhante a Cinemascope, que não havia no Brasil), e fez o primeiro longa-metragem baiano, Redenção (1958),[2] filme que lançou o ator Geraldo Del Rey. O sucesso desse filme impulsionou um período importante do cinema brasileiro, o Ciclo Baiano de Cinema (1959-1963). O Ciclo, através de diretores como Glauber Rocha, deu fermento ao movimento do Cinema Novo.